refluxo fisiológico

Entenda a diferença entre refluxo fisiológico e patológico

O refluxo em bebês é algo que assusta muitas mães. O distúrbio é caracterizado pelo retorno do alimento do estômago para o esôfago, podendo ocorrer a volta para a boca.

Esse problema pode causar desconfortos no bebê, ou recém-nascido, devido às sensações de dores ou dificuldade na hora de engolir, além de ocasionar também tosse e vômito.

Neste artigo, trazemos mais informações sobre o problema. Continue a leitura e saiba mais!

Por que o refluxo fisiológico ocorre?

O refluxo fisiológico pode ser causado pela imaturidade da flora intestinal do bebê ou por dificuldades na digestão. Outros fatores que podem levar à sua ocorrência são a intolerância ao leite, ou a outro alimento.

Embora seja comum que essa situação aconteça, muitos pais ficam preocupados em relação à saúde do bebê. Mas o refluxo torna-se preocupante apenas quando acontece diversas vezes, em quantidades grandes e com um intervalo de tempo razoável, em relação à hora da amamentação.

Refluxo fisiológico x refluxo patológico

Há uma diferença entre o refluxo fisiológico e o patológico. O refluxo fisiológico é aquele considerado comum entre as crianças. Seus sintomas tendem a desaparecer conforme o bebê cresce e alimentos mais consistentes são inseridos em sua dieta.

Já o refluxo patológico ocorre com menor frequência. Ele é associado a sintomas, como desconforto e redução do bem-estar da criança, prejudicando seu desenvolvimento.

Como identificar o refluxo patológico em bebês

É importante ressaltar que o refluxo em bebês tende a desaparecer após os seis meses de idade, quando alimentos mais sólidos começam a ser inseridos em sua dieta. No entanto, alguns sintomas podem auxiliar a identificação do refluxo patológico. São eles:

  • vômitos constantes;
  • irritação excessiva;
  • choro excessivo;
  • sono agitado;
  • dificuldade no ganho de peso;
  • voz rouca;
  • inflamações frequentes na região dos ouvidos;
  • falta de apetite;
  • prisão de ventre.

Ao identificar esses sinais, é importante consultar um médico pediatra para que o tratamento possa ter início.

Como é o tratamento do refluxo fisiológico e patológico?

No caso do refluxo comum, há algumas formas de preveni-lo e diminuir o desconforto da criança, como mantê-la na posição vertical durante a amamentação, controlar a quantidade de vezes que a criança se alimenta, a fim de evitar exageros. Outro meio é fazer o bebê arrotar após cada amamentação e mantê-lo na posição vertical, para que o alimento desça com maior facilidade, auxiliando na digestão. Também é importante evitar balançar o bebê e vesti-lo com roupas muito apertadas, principalmente na região da barriga.

Um dos maiores riscos associados ao refluxo é a aspiração involuntária do alimento pelas vias nasais, o que pode causar a chamada pneumonia por aspiração. Ela ocorre quando o leite devolvido pelo bebê entra pela traqueia, indo parar em seu pulmão.

Além disso, o desconforto causado por essa complicação pode originar, em alguns casos, uma esofagite, devido ao contato do ácido gástrico com a mucosa do esôfago.

O refluxo fisiológico é a regurgitação normal do bebê. Caso ele não desapareça após os seis meses, o médico responsável deverá realizar exames, a fim de confirmar o diagnóstico do refluxo patológico. Nesse caso, pode-se recorrer à cirurgia para correção da válvula que impede o retorno do alimento para o esôfago.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como pediatra em Nova Lima!

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